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Recordar é viver. O descaso na saúde do governo Cabral. Quando deputado, Cabral defendia uma coisa. No governo faz outra

 

Do Blog do engenheiro Fernando Peregrino:


RECORDAR É VIVER: O DESCASO NA SAÚDE DO GOVERNO CABRAL



08/03/1999


Artigo Publicado pelo Deputado Sérgio Cabral no Jornal O Dia


(http://web.archive.org/web/20010427045730/www.sergiocabral.com.br/news/dia0803.htm)


(....) Não há nada mais doloroso do que constatar o péssimo atendimento que vem sendo dispensado pelo Rocha Faria aos nossos cidadãos. Durante nossa visita, presenciamos um verdadeiro espetáculo de incompetência. Vimos, por exemplo, uma criança sem apoio para a perna recém-operada. Logo depois, constatamos a falta de médico para atender a um cidadão que havia sido baleado há mais de 24 horas.

O mais grave, contudo, é que situações como as descritas acima ocorrem com freqüência em outros hospitais, como o Carlos Chagas ou o Alberto Schweitzer, de onde chegam denúncias também de reutilização de tubos coletores de sangue, o que representa um alto risco de contaminação de doenças. Onde nós vamos parar? Será que um dia um cidadão terá tranqüilidade para entrar num hospital público e saber que seu filho, sua esposa, seus pais ou seus avós vão receber um tratamento digno?

Nós acreditamos que sim. Só que para isso é preciso que o poder público assuma seu papel. Na Assembléia Legislativa, já estão sendo tomadas medidas enérgicas, como a aprovação do projeto de lei que cancela as terceirizações dos hospitais, além da CPI que irá investigar como foram realizadas as privatizações.Agora nada disso será possível sem a determinação do Governo do Estado de investir na saúde pública, melhorando o atendimento e impedindo que pessoas, como a senhora Geralda, continuem morrendo na porta dos hospitais públicos.

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13 / 10 / 2009

CREMERJ FAZ RELATÓRIO SOBRE HOSPITAIS NO RIO, VEJA UM RESUMO (http://www.cremerj.org.br/informes/mostra.php?id=356)

1. Hospital dos Servidores do Estado O CREMERJ verificou a necessidade de ampliação do número de leitos tanto na UTI neonatal quanto na neurocirurgia. A falta de enfermeiros e auxiliares de enfermagem também está comprometendo o atendimento na unidade.

2. Hospital Cardoso Fontes Durante a visita do CREMERJ ao hospital foi constatada a carência de 20 anestesistas.

3. Hospital Carlos Chagas Desde janeiro, o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, já teve três setores fechados: ortopedia, cirurgia plástica e ginecologia. Desta forma, o número de leitos sofreu redução de 40%, passando de 200 para 120 leitos. O tomógrafo, por exemplo, está quebrado há quatro meses. Outro grave problema é a falta de médicos. As equipes estão seriamente desfalcadas de especialidades como clínica médica e pediatria. Também há plantões sem cirurgiões e sem anestesistas, fato que prejudica o pólo de endoscopia digestiva criado recentemente na unidade. Também foram encontrados 44 leitos de ortopedia desativados, apesar de equipados com camas elétricas e colchões novos. Segundo informações, é possível que sejam transformados em leitos de retaguarda para a UPA ou leitos de longa permanência. Enquanto isso, os 20 ortopedistas lotados no hospital ainda não sabem para onde serão transferidos. O fechamento do serviço de ortopedia é preocupante, porque a área programática em que está inserido o Hospital Carlos Chagas não tem outra unidade capaz de absorver esta grande demanda de pacientes ortopédicos. Já o pólo de endoscopia conta com 15 médicos, mas ainda não recebeu novos equipamentos. Desde que foi transformado em pólo, o serviço tem realizado três vezes mais exames, com grande número de casos de hemorragia digestiva, e está recebendo pacientes vindos até de Niterói. O banco de sangue, por exemplo, também não foi adaptado para este novo volume de pedidos.

4. Hospital Estadual Getúlio Vargas A falta de médicos de diversas especialidades é o ponto crítico do Hospital Getúlio Vargas. O CREMERJ contabilizou a falta de clínicos, pediatras, neurocirurgiões (no plantão de terça-feira) e anestesistas nas equipes do fim de semana.


Reportagem de O Dia - 01 DE MARÇO DE 2010

Desperdício milionário de remédios e insumos médico

Autoridades deixaram R$ 15,6 milhões em produtos perderem o prazo de validade, entre julho e novembro do ano passado. Material ficou estocado em vez de ser distribuído a hospitais públicos ou a pacientes em tratamento

POR PÂMELA OLIVEIRA

Rio - Medicamentos, materiais médico-hospitalares e insumos como luvas e gazes, que deveriam ter sido usados em hospitais ou disponibilizados para a população, perderam o prazo de validade na Central Geral de Abastecimento do estado, em Niterói. De acordo com relatório preliminar do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), do Ministério da Saúde, a Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil desperdiçou R$ 15,6 milhões com produtos que perderam o prazo, entre julho e novembro do ano passado.



Minhas observações:

Em março de 1999, Garotinho tinha 3 meses de governo.  Estava ainda tomando as primeiras providencias inclusive a que pôs fim a privatização da operação dos hospitais feitas no Governo Marcello Alencar. O então deputado Cabral em artigo no O DIA criticava a situação herdada na área de saúde do Governo Marcello Alencar que ele tinha apoiado.

Passados 10 anos,  Cabral completa 3 anos de governador, a situação dos hospitais está ai resumida no Relatório do CREMERJ, Mais de R$16 milhões em remédios e material hospitalar jogados fora. Completo descaso, chamado de "choque de gestão". Pior, o governador chamando os seus servidores de "vagabundos".

Esses hospitais deveriam ser a "porta de saída" das UPAs. Ou seja, receber pacientes mais graves que entram nas UPAs e para eles devem ser transferidos. Mas como? Sem equipamento, anestesistas, neurocirurgiões, ortopedistas, enfermeiros, tomógrafo,  etc etc
Leia e tire suas conclusões. Francamente...

 

 


 

 

Comentários

Ricardo Jouber:
Postado em: 04/03/2010 às 18:12
Acho que para evidenciar melhor o descaso na saúde do governo Cabral, deveria ser mostrado como o sistema era antes dele virar governador, provavelmente muito melhor do que é hoje.:
Fernando da Silva Bastos:
Postado em: 05/03/2010 às 20:04
Sr. Garotinho. Sou funcionário da saúde do estado há 22 anos. Como o Sr. sabe, a última atualização de salários que tivemos foi em seu governo (em forma de gratificação GELED, lembra-se? Passamos pelo governo de sua esposa, e agora o governo deste que está aí nos reajustou os proventos em R$ 8,00 (isto mesmo: oito reais)Finalizando; hoje estamos ganhando o mesmo salário que ganhávamos na sua gestão, ou seja: R$1.500,00. E o Sr. acha que vai encontrar médicos em hospitais do Estado ganhando esta miséria?:

 

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